2026 marca um ciclo de maturidade e reencontro para o ator, produtor cultural e dramaturgo Igor Ibiapina, natural de Abaetetuba. Após quatro anos de aperfeiçoamento técnico em São Paulo (SP) na SP Escola de Teatro e na SP Escola de Dança – e ponte aérea Pará-São Paulo –, o artista de 28 anos retorna à terra natal para estrear o seu primeiro monólogo musical: “Eu, o Boto Abaeteuara”. A pré-estreia ocorre no dia 05/02, exclusiva para convidados. Já a temporada aberta ao público acontece de 06 a 08 de fevereiro, com sessões às 19h (dia 06) e em horário duplo (15h e 19h30) nos dias 07 e 08. O acesso será via ingresso social, mediante a doação de 1kg de alimento. A obra, autoral e produzida por uma equipe inteiramente paraense, celebra seus 10 anos de trajetória artística e será o palco de um encontro emocionante entre gerações.
“O público pode esperar muita identificação. Desenvolvi um novo olhar sobre a minha cidade e suas potencialidades, transformando isso em entretenimento, arte potente e reflexão. Vai ser lindo compartilhar a minha arte e honrar as raízes abaetetubenses no lugar em que me formou como cidadão e artista, antes mesmo de me profissionalizar”, afirma o autor.
Uma tragédia Amazônica com estética de realismo fantástico à beira do rio, é assim que o espetáculo narra a história de Caique, um jovem ribeirinho órfão que vive na encantada Ilha da Pacoca. Carismático e músico, ele vê seu destino mudar ao se apaixonar por Anahí, uma moça da cidade. O romance, entretanto, enfrenta a resistência de forças místicas da ilha, em uma trama que transita entre o lúdico e o trágico sob a luz da lua cheia.
A obra é fruto de uma pesquisa profunda sobre a identidade de Abaetetuba. Ibiapina mergulhou em referências que vão desde o cinema de Ele, o Boto (1987), Encantado que vem das águas, um filme 100% abaetetubense até a literatura histórica de Jorge Machado, Carlos Correia Santos, Nazaré Lobato e Monte Serrat.
O Legado do avô e a herança do sanfoneiro
Um dos momentos mais aguardados e emotivos do espetáculo é a interpretação da canção “Boto Sonhador”, clássico da Banda Grasom. A escolha é uma homenagem ao avô Graciliano Correa, que foi tecladista e sanfoneiro do grupo. Pela primeira vez, o patriarca da família verá o neto unir atuação, canto e dança no palco.
“É um momento histórico na minha vida e carreira. Cantar essa música é honrar minhas raízes e mostrar para o meu avô o fruto do caminho que ele ajudou a pavimentar, mesmo sem saber, através da música”, conta Igor com a voz embargada.
Questionado sobre a viabilidade do espetáculo e os desafios, já que ele foi escrito e produzido enquanto terminava sua formação, Igor destaca a importância do fomento cultural e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), onde inscreveu e aprovou o projeto. O espetáculo levanta a bandeira da valorização da mão de obra paraense. Com uma ficha técnica composta por profissionais locais. O projeto reforça que a Amazônia não é apenas cenário, mas protagonista de sua própria produção cultural e contratar e valorizar os profissionais foi possível por meio deste mecanismo.
“O orgulho de ser e viver em Abaetetuba é essencial para preservar nossa memória. Incentivos como a PNAB são fundamentais para que possamos gerar renda para nossos profissionais e mostrar ao público que ir ao teatro é um ato de valorização da nossa própria história”, destaca o artista.
Conheça a equipe técnica: Atuação e Dramaturgia: Igor Ibiapina, Direção Cênica: Dante Monteiro, Direção Coreográfica: Victória Aben Athar, Preparação Corporal: Eliane Flexa, Preparação Vocal: Wilson Pontes, Cenografia e Figurino: Thais Sales, Sound Design: Leonardo Befox, Design Gráfico e fotografia: Arthur Gaia, Técnicos de som: Mielle Belo e Marcelo Pedro, Assessoria de Imprensa: Emanuele Corrêa e Produção Executiva: Regina Vilhena.
SERVIÇO – Espetáculo autoral Eu, o Boto Abaeteuara
Espetáculo: Eu, o Boto Abaeteuara
Data: 6 a 8 de fevereiro
Horário: 15 e às 19h
Local: Centro Social Franciscano, travessa Jardim Atalaia, 32-120, ao lado da Igreja São Benedito, em Abaetetuba.
Entrada: A entrada é por meio de ingresso solidário: 1kg de alimento não perecível, que será destinado ao Centro Social.
Classificação: Não é recomendada para menores de 12 anos e devem estar acompanhados dos responsáveis.
Por: Emanuele Corrêa/Assessoria de Imprensa