Moradores de comunidades, agentes ambientais, voluntários e parceiros, se reuniram na Reserva Biológica do Rio Trombetas para devolver à natureza 8 mil filhotes de Tartaruga-da-amazônia. A ação de soltura dos filhotes, ocorrida no dia 17 de janeiro, faz parte do Programa Quelônios do Rio Trombetas (PQT), que já atingiu a marca de 104.923 mil filhotes inseridos no meio ambiente, na última temporada, entre Tartarugas-da-Amazônia, Tracajás e Pitiu. A ação vai além de um ato de conservação ambiental, é um gesto carregado de memória, cuidado e pertencimento.

Para quem acompanha de perto esse processo, cada filhote solto carrega o resultado de meses de trabalho coletivo. O agente ambiental, Manoel Raimundo, que atua diretamente na reserva, destaca que o sucesso da ação reflete a presença constante das equipes e o envolvimento das comunidades. “Esse ano foi muito fantástico. A gente teve um sucesso que quase não esperava, fruto de muito esforço, do apoio que recebemos e do nosso trabalho diário aqui na proteção e preservação do Rio Trombetas. Hoje é um dia muito especial, porque estamos devolvendo à natureza filhotes que cuidamos com dedicação”, afirmou.
Essa conexão com a natureza e, em especial com os quelônios, também faz parte da história de vida dos moradores da região. Aluísio Silverio dos Santos, liderança comunitária do território, relembra que a proteção das tartarugas acompanha sua trajetória desde o nascimento. “Ver isso continuar é pensar nos nossos netos e bisnetos, para que eles possam ver essas tartarugas vivas, fazendo parte da nossa realidade, e não apenas das histórias antigas”, contou.

Décadas de conservação da biodiversidade
O Programa Quelônios do Rio Trombetas (PQT), coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), se consolidou ao longo de mais de quatro décadas justamente por reconhecer o papel central das comunidades na conservação da biodiversidade. Para a coordenadora do ICMBio Núcleo Trombetas, Maria Carolina, a iniciativa faz parte da identidade cultural da região. “As tartarugas estão na origem da própria reserva. Chegar a números tão expressivos de filhotes soltos é uma vitória construída por pessoas que vivem aqui e que dedicam suas vidas à proteção desse território”, ressaltou.
A Mineração Rio do Norte (MRN) é parceira do programa e apoia de forma contínua as ações desenvolvidas no Alto Trombetas e no Lago Erepecu. Para a empresa, a conservação só é possível quando construída em conjunto. “É um programa de imensa importância para a conservação da biodiversidade na Amazônia, desenvolvido em parceria com o ICMBio, as comunidades e diversas instituições. Essa união de esforços gera resultados muito positivos, como os números expressivos de filhotes soltos neste ano”, afirmou a coordenadora do Programa de Educação Socioambiental (PES) da MRN, Genilda Martins Cunha.
Ao apoiar iniciativas como o PQT, a MRN reforça seu compromisso com um modelo de desenvolvimento que valoriza pessoas, saberes tradicionais e a preservação da natureza. A cada filhote devolvido ao rio, renova-se também a esperança de que esse cuidado coletivo continue garantindo vida, equilíbrio ambiental e futuro para as próximas gerações da Amazônia.
Com informações da Ascom/MRN
Fonte: Portal Santarém