Com a chegada do Carnaval, cresce a expectativa por festas, blocos e grandes shows. Por trás da alegria, porém, existe um trabalho técnico essencial para garantir que milhões de foliões possam aproveitar com segurança. A engenharia desempenha papel estratégico em todas as etapas desses eventos — do planejamento à execução e à fiscalização das estruturas.
Segundo a professora Arielly Assunção, Engenheira e docente da Estácio, essa atuação começa muito antes do primeiro trio elétrico entrar na avenida. “A engenharia atua em todas as etapas dos eventos de Carnaval, desde o planejamento até a execução de estruturas e andaimes para montagens e desmontagens”, explica. “São eventos de grande público e com estruturas complexas, que demandam tempo para serem instaladas e vistoriadas.”
Entre os principais riscos associados às estruturas temporárias estão choques elétricos, quedas em altura, dimensionamento inadequado e erros de instalação. Por isso, o planejamento inicia com a escolha de profissionais habilitados, análise do espaço e verificação das licenças necessárias. Um passo fundamental para a liberação do evento é a confirmação da presença de responsáveis técnicos e da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) registrada no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia e Geociências (CREA-PA).
A fiscalização não termina com a abertura da festa. Durante os dias de programação, empresas responsáveis e profissionais habilitados acompanham continuamente as atividades. A ausência desses especialistas, inclusive, está entre os erros mais comuns que podem levar a acidentes. “Sem um responsável pelo dimensionamento desde a engenharia básica até a execução, as estruturas podem falhar em momentos de grande público e sobrecargas não previstas”, alerta a engenheira.
Segurança e atenção redobrada ao redor dos trios elétricos – Durante o Carnaval, a demanda por energia é intensa e exige planejamento detalhado. Entre os cuidados essenciais estão o dimensionamento correto das cargas, a previsão de sistemas de backup com geradores e o controle do uso de equipamentos não previstos no projeto.
Improvisações elétricas representam um dos maiores perigos. Para prevenir apagões e incêndios, a engenharia atua desde a concepção dos projetos elétricos até o acompanhamento da execução e a liberação das estruturas. “Curto-circuitos podem ocorrer a partir da sobrecarga do sistema e ocasionar incêndios, perdas de vidas e danos ao patrimônio”, reforça Arielly Assunção.
Garantir a segurança de artistas, equipes e foliões também depende de medidas técnicas específicas. Entre as recomendações estão o isolamento de fiações, a proteção de equipamentos com partes rotativas, a sinalização adequada e projetos de prevenção e combate a incêndios.
Protocolos também orientam a circulação de veículos em meio à multidão. Segundo a especialista, é necessário sinalizar espaços com cones, cavaletes e fitas, controlar a velocidade e manter distância de segurança, pois mesmo em baixa velocidade há risco de acidentes.
Sinais básicos para proteção – O planejamento do fluxo de pessoas é outro ponto fundamental. A engenharia dimensiona espaços para veículos, equipamentos e público, além de prever recursos de segurança operacional antes, durante e após o evento. Essas análises ajudam a evitar superlotação e situações de pânico, incluindo projetos de combate a incêndio, rotas de fuga e garantia de circulação segura.
Quem vai curtir o Carnaval também pode observar sinais básicos de segurança. “Observe se o local está bem sinalizado, se as estruturas parecem bem fixadas e se o espaço está adequado à quantidade de pessoas. A superlotação pode ser crítica em caso de acidentes”, orienta.
Por: Assessoria de Imprensa/Agência Eko
Fonte: Portal Santarém